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Aqui, o bloco é o do Respeito.

Vivemos um dos períodos mais democráticos do ano: o Carnaval. Um dos poucos feriados prolongados que se repetem todos os anos e que transforma o nosso litoral norte gaúcho em ponto de encontro de culturas, crenças, ritmos e escolhas diferentes.

Arroio do Sal, tradicionalmente conhecido pelos seus desfiles há quase 50 anos, desde 1978, se prepara para mais uma edição que movimenta a avenida e a economia local. Capão da Canoa atrai multidões com seus shows à beira-mar. Torres mantém viva a energia do trio elétrico na terça-feira de Carnaval. Cada cidade com sua identidade. Cada público com sua forma de celebrar.

Enquanto muitos caem na folia e aproveitam a extensa programação cultural, a poucos quilômetros daqui também há quem escolha viver o Carnaval de outra forma. O retiro católico, realizado na região, reúne pessoas que se unem em oração, buscando viver dias de espiritualidade e encontro com Jesus Cristo por meio da Eucaristia e da oração.

Há ainda aqueles que vêm simplesmente para descansar, estar com a família, desacelerar…

Há espaço para todos!

E, é justamente por ser um período tão plural, tão diverso, onde muitas culturas, religiões e pensamentos convivem no mesmo espaço, que o respeito se torna ainda mais essencial. Conviver é exercer a própria liberdade sem ferir a do outro.

Sabemos também que este é um período em que as ações de segurança pública são reforçadas no litoral. Infelizmente, os números de ocorrências aumentam: casos de violência doméstica, brigas nas ruas, furtos e situações de vulnerabilidade. A Brigada Militar intensifica o policiamento. Os guarda-vidas reforçam orientações. Mas nenhuma estrutura é suficiente sem consciência coletiva.

Esta também é uma semana que nos chama à reflexão. Em meio à notícia recente de uma tragédia familiar que chocou o país -quando um pai tirou a vida dos filhos e a própria vida após o fim de um relacionamento. Essa pautareacende-se o alerta de que violência não é impulso, não é excesso, não é brincadeira. É destruição.

Por isso, nesta edição, trazemos orientações claras e até mesmo um gesto silencioso que pode salvar uma vida. Porque proteger é responsabilidade de todos. Porque estar atento pode evitar uma dor irreversível.

Que este seja, de fato, um período de alegria! Seja na avenida, no retiro, na praia ou em casa com a família. Que possamos escolher celebrar com responsabilidade, cuidar uns dos outros e lembrar que o Carnaval é festa e nãoviolência.

A alegria é coletiva. A proteção também.

Com carinho,
Giuliane Giovanaz
Editora | Jornal Conta+

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