Logo na entrada do Parque Municipal de Eventos, algo além das atrações principais chamava a atenção de quem chegava à 23ª Festa do Pescador de Arroio do Sal: estandes, onde o talento mora nos detalhes e a criatividade se transforma em sustento, recepcionavam os visitantes.
Lá, naquele espaço dedicado aos artesãos, reunia gente que transforma o cotidiano em arte. Entre os dias 31 de julho a 3 de agosto, 54 expositores, entre artesãos e pequenos empreendedores de Arroio do Sal, que, com o brilho nos olhos e as mãos calejadas de trabalho, puderam mostrar ao público tudo o que sabem fazer de melhor.
O detalhe que fez diferença: o espaço foi oferecido gratuitamente pela Prefeitura, por meio da Coordenadoria de Cultura. Foram 40 barracas ao todo, e algumas delas abrigaram dois expositores, em acordos de amizade e colaboração. O local escolhido foi entrada do parque, onde todos passavam. A ideia era simples, mas poderosa — dar visibilidade a quem nem sempre tem palco.
Quando o fazer se torna memória
Foi a primeira vez de Maria Elizabeti Quintana Giovanaz na Festa do Pescador como expositora. Professora aposentada, ela encontrou nas Artes da Vó Beti uma nova forma de deixar sua marca — desta vez, com as mãos.
Seu trabalho é feito com fio de malha: bolsas atemporais que passeiam entre o cotidiano e o mar, perfeitas para o dia a dia, para a praia ou para carregar histórias. Ao lado delas, mateiras exclusivas, criadas a partir da inspiração do momento — nunca uma igual à outra.
“Tudo foi feito com muito carinho! Quem compra uma peça, leva um pouquinho da gente pra casa”, contou Beti, entre um atendimento e outro, enquanto ajeitava com cuidado suas criações únicas.
Mais do que vender, Beti compartilha. Em cada ponto, um gesto de afeto. Em cada peça, uma assinatura invisível de quem transforma o simples em especial.
Uma feira que nasceu para continuar
A coordenadora de Cultura, Édria Melo, acompanhou de perto o entusiasmo dos participantes e garante que esse será apenas o começo. Conforme compartilhado pela Prefeitura, a estrutura utilizada, construída pela equipe de Turismo, também foi usada em outras ações da cidade, como o Arraial do Arroio e a Feirinha das Mães Superpoderosas. Agora, a meta é criar uma agenda fixa de feiras mensais.
“A Feira do Artesão e Empreendedor nasceu para ficar. Recebemos muitos elogios à organização e ao espaço. Queremos garantir que esses encontros continuem, fortalecendo o comércio local e incentivando quem transforma criatividade em renda”, destacou Édria em uma publicação no site da Prefeitura.
Já o prefeito Luciano Pinto, lembrou que um estande em grandes eventos nem sempre cabe no orçamento de quem trabalha com produção artesanal. Por isso, a proposta da feira gratuita é mais do que uma iniciativa cultural — é uma política de valorização dos pequenos negócios locais.
A Festa do Pescador encerrou-se, mas deixou sementes plantadas. Entre elas, a certeza de que há muita gente talentosa em Arroio do Sal — esperando apenas uma oportunidade para florescer.
Notícia do Portal Conta+ com informações da Assessoria de Imprensa de Arroio do Sal.










