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Consórcio deixa de ser alternativa e vira estratégia de planejamento

Dizem que o ano começa depois do Carnaval. Quando a rotina é retomada, as decisões deixam de ser promessa e o planejamento passa a ocupar espaço na vida real. Se esse ditado popular faz sentido para você, este também é o momento ideal para olhar para frente, afinal, 2026 está logo ali.

Em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito ao longo de 2025, cada vez mais brasileiros passaram a repensar a forma de conquistar seus objetivos. Os números confirmam essa mudança de comportamento. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostram que, entre janeiro e dezembro do último ano, o sistema de consórcios movimentou R$ 500,27 bilhões, crescimento de 32,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de participantes ativos chegou a 12,76 milhões, e os créditos concedidos aos consorciados contemplados somaram R$ 123,16 bilhões.

Mais do que um recorde, o resultado aponta para uma transformação na relação das pessoas com o dinheiro: planejar antes de comprar passou a ser prioridade. Para o diretor de negócios do Sicoob Credija, André Bada Ronconi, esse crescimento é fruto de uma mudança cultural e econômica. Segundo ele, o brasileiro está mais atento ao custo do dinheiro. “Com o acesso fácil à informação, as pessoas começaram a fazer contas e perceberam que o consórcio é a ferramenta mais barata para aquisição de bens”, observa e acrescenta: “além disso, a credibilidade do setor e a diversidade de planos, que hoje atendem desde a compra de um caminhão até uma cirurgia estética ou uma viagem, impulsionaram esses números.”

Planejar em grupo, conquistar com disciplina

O diretor do Sicoob Credija destaca que o consórcio pode ser definido de forma simples como uma compra planejada. “É a união de pessoas físicas ou jurídicas em um grupo, com o objetivo de formar uma poupança para adquirir bens móveis, imóveis ou serviços. Todos contribuem mensalmente e, a cada mês, alguns participantes são contemplados por sorteio ou lance”, explica.

Segundo André, o modelo funciona especialmente bem dentro do cooperativismo porque ambos compartilham o mesmo princípio: a união em prol de um objetivo comum. “Em uma cooperativa, o foco não é o lucro, mas o bem-estar e o crescimento do associado”, destaca ao explicar que isso torna o consórcio mais justo, com taxas de administração competitivas e um atendimento consultivo, que orienta o associado a fazer o melhor negócio para a sua realidade.

Ao optar pelo consórcio, André observa que muda também a forma da pessoa lidar com o dinheiro. Sai a lógica do ‘pagar para ter’ e entra o ‘poupar para conquistar’. “No financiaciamento tradicional, o tempo joga contra o consumidor, por causa dos juros. No consórcio, o tempo trabalha a favor, criando disciplina financeira e evitando o consumo por impulso”, resume.

Crédito caro, escolhas mais conscientes

Na avaliação do diretor, os juros elevados foram um dos principais combustíveis para o crescimento do consórcio. “Quando o financiamento se torna caro, as pessoas passam a buscar alternativas que não onerem tanto o orçamento. Além disso, o acesso à informação fez com que o consumidor começasse a olhar para o custo efetivo total das operações”, analisa.

Esse cenário ajudou a consolidar um perfil de consumidor mais consciente. “O consorciado é alguém que entendeu que a pressa tem um preço alto. Ele prefere planejar, analisar o impacto das parcelas no longo prazo e preservar sua saúde financeira”, destaca. Por isso, o consórcio tende a ser mais indicado sempre que não há necessidade de uso imediato do bem.

Além de carro e imóvel

Na prática da agência de Arroio do Sal, a gerente Raquel Boschetti percebe que ainda existe desconhecimento sobre o alcance do consórcio. “Muitas pessoas associam apenas a imóveis e automóveis, mas hoje trabalhamos com cartas para motos, veículos pesados, caminhões, máquinas agrícolas, bens duráveis e também cartas de serviço”, explica.

Essas cartas de serviço permitem planejar desde uma festa ou uma viagem dos sonhos até procedimentos de saúde, como cirurgias. “É um leque muito amplo, que muitas vezes passa despercebido”, ressalta.

Raquel reforça que o consórcio está diretamente ligado ao planejamento financeiro. “Tudo o que é feito com planejamento evita juros”, observa e salienta “no consórcio, é possível se organizar com antecedência e, inclusive, ser contemplado antes do prazo previsto, sem custos adicionais.”

Outro diferencial é o poder de negociação. “Quando a carta é contemplada, o valor funciona como pagamento à vista para o fornecedor. Isso dá margem para negociar preço e condições”, observa.

Atendimento consultivo

O atendimento consultivo, segundo a gerente, é decisivo nesse processo. “Quando alguém nos procura, a primeira coisa que fazemos é entender qual é o sonho, o objetivo e o momento de vida do cooperado. Não vendemos por vender. Nosso foco é ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos da melhor forma possível”, afirma.

Esse acompanhamento ajuda a esclarecer as principais dúvidas, que normalmente giram em torno do que pode ser adquirido com a carta e qual modalidade faz mais sentido para cada situação. “Quando conseguimos encaixar a carta certa para o objetivo certo, o cooperado ganha segurança e tranquilidade”, destaca.

O consórcio também atende perfis diversos. “Ele serve tanto para quem precisa planejar porque não quer assumir juros, quanto para quem tem capital, mas prefere não se descapitalizar. Se não há pressa, por que não usar o tempo a favor?”, questiona Raquel.

Planejar agora para colher depois

Para André, o período pós-Carnaval é estratégico para quem quer olhar adiante. “O tempo é o principal insumo do consórcio. Quem começa agora consegue organizar as finanças, participar das assembleias e iniciar em 2026 com mais tranquilidade, seja com o bem conquistado ou com um lance preparado”, destaca.

A mensagem final é clara: grandes conquistas não acontecem por acaso. “Todo sonho precisa virar número. Patrimônio se constrói com pequenos passos constantes. A disciplina de hoje é a liberdade de amanhã”, conclui o diretor.

Se o ano começa depois do Carnaval, este pode ser o momento certo para transformar intenções em plano. Planejar não é adiar sonhos, é criar caminhos mais leves para realizá-los. E quando o assunto é futuro, 2026 está mais perto do que parece.

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