Arroio do Sal vive um momento histórico no esporte. Cinco atletas formados no projeto de tênis de mesa do rojeto Multiesportivo e Cultural(Promec) foram convocados para representar o município e o Brasil no STAG Global 2026 – Classic Table Tennis World Cup, o Mundial de Tênis de Mesa Clássico, que inicia neste domingo, dia 18, e segue até o dia 25 de janeiro, em Três Coroas.
Os atletas Adriano Lopes, Evan Lima, Everton Silveira, Heitor Souza e Muryllo Sales, todos da categoria Sub-18, conquistaram a vaga após bons desempenhos em competições estaduais e seletivas nacionais. O torneio reunirá 370 atletas de 24 países, consolidando-se como a maior edição da história do campeonato.
Mais do que resultados, a participação no Mundial simboliza o alcance de um trabalho construído com disciplina, inclusão e oportunidades reais oferecidas por políticas públicas de esporte.
Treino, confiança e superação pessoal
À frente da equipe está o técnico Moisés Araújo, de Arroio do Sal, que também foi convocado pela Seleção Brasileira. Ele conta com o apoio do treinador César Lopes que desenvolve um trabalho com os jovens desde quando iniciaram no Promec.
Para Moisés, a confiança é o principal combustível. “No pingue-pongue, tu não precisa ultrapassar o adversário. Tu precisa ultrapassar os teus próprios limites. A vitória ou a derrota são consequência de quem treinou mais e se dedicou mais”, observa.
A preparação para o Mundial incluiu treinos técnicos, físicos e acompanhamento psicológico. Nesta reta final, o foco está no aspecto tático, com análise de vídeos e estudo dos adversários internacionais, um trabalho detalhado para um desafio do mais alto nível.
Do contraturno escolar ao Mundial
Todos os atletas começaram no esporte por meio do Promec, programa municipal e que oferece atividades no contraturno escolar. O que começou como curiosidade, brincadeira ou passatempo, rapidamente ganhou proporção competitiva.
Para muitos deles, o Mundial será o primeiro contato com atletas de renome internacional. Ainda assim, o discurso é maduro, consciente e coletivo: aprender, ganhar experiência e representar bem a cidade. “Talvez não seja este ano, nem no próximo, mas ainda vão ouvir falar bastante de mim”, resume um dos atletas, Muryllo Sales, de 17 anos, com a confiança típica de quem sabe que está apenas no começo.
Muito além da competição
Mais do que disputar um título mundial, os cinco jovens carregam consigo o nome de Arroio do Sal, a força do esporte como ferramenta de transformação social e o orgulho de uma cidade inteira. “Eles não estão lá só por eles. Estão lá por uma cidade, por um país e por todos que acreditaram neles”, resume o técnico Moisés.
Independentemente dos resultados, Arroio do Sal já venceu.












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