Na esmalteria da Taíse Brito, não é só a agenda que avisa que o Natal está próximo, é o próprio salão. Quem entra, encontra um cenário digno da época mais aguardada do ano: bolas gigantes penduradas no teto, um presépio que decora a planta ao lado da porta, mesas com bonecos natalinos, pinheiro ao lado das cadeiras de espera, guirlanda na entrada e um “Feliz Natal” embandeirinhas atravessando a parede.
É impossível sentar ali e não sorrir. Até o chimarrão, marca registrada da proprietária, vem em clima natalino.
“Desde setembro a gente se organiza com as nossas clientes fixas para conseguir atender a demanda que vem no verão e a gente não dá conta”, conta Taíse. Entre esmaltes, conversas e risadas, ela seprepara para uma temporada que promete. No inverno, atende de 10 a 12 pessoas por dia; agora, a expectativa é de 17 atendimentos diários na própria agenda, sem horário vazio.
“Aumenta muito a procura. Todo mundo está correndo, sem tempo, e tudo acontece junto”, diz Taíse, que ampliou o atendimento e incluiu podologia entre os serviços.
Junto do movimento vem a dúvida que se repete todo ano: qual cor escolher para as festas?
Taíse confirma: 2025 é dos tons pastéis. O vermelho segue eterno, o dourado continua poderoso, mas as tonalidades suaves chegaram para ficar. E escolha não falta: são mais de 1.300 esmaltes expostos no salão. O importante, segundo ela é escolher a cor que faz sentir bem e aproveitar essa época do ano com quem ama.
A empreendedora defende que Natal não acontece só na árvore montada, nos presentes sob a mesa ou nas luzes pela cidade. Ele começa nos detalhes que nos fazem sentir parte da festa, inclusive nas mãos que seguram o chimarrão, que monta o laço do presente, que abraçam quem chega. Por isso, sua mensagem para a temporada resume o espírito do comércio local: “Cada visita, cada conversa e cada cliente faz meu trabalho mais especial. Quem ainda não me conhece, fica o convite: venha viver essa experiência.”
No fim, o salão decorado não é apenas bonito, é simbólico. É um lembrete de que o Natal pode começar simples, na porta de um comércio, no brilho de uma unha recém-feita ou na sensação de ser acolhida. Porque no litoral, o Natal não se anuncia apenas nas vitrines, ele começa no cuidado com quem está aqui o ano inteiro.










